Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 06/08/2022

No livro “Utopia”, do filósofo moderno Thomas More, é apresentada uma socie-dade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entre-tanto, no Brasil, o aprisionamento de animais em zoológicos impede a ideia do au-tor. Esse cenário antagônico é fruto da negligência estatal e da falta de debate.

À vista disso, ressalta-se a indiligência do Governo como um desafio. Conforme a Teoria da Percepção Coletiva, de Émile Durkheim, o fato social é dividido em nor-mal e patológico. Nesse sentido, o Estado está no âmbito patológico, em crise, pois os animais continuam trancafiados visando o entreterimento humano devido a in-competência política. Sob esse viés, sem uma devida conscientização, como em es-colas, pessoas continuarão normalizando o sofrimento de outro ser vivo para bene-fício próprio.

Além disso, destaca-se a carência de discussão sobre a questão. Segundo Haber-mas, sociólogo da escola de Frankfut, a linguagem é uma verdadeira forma de a-ção. Contudo, as instituições educacionais e veículos midiáticos tendem a não de-bater a cerca do quão problemáticos são os zoológicos, por ser algo já normaliza-do, visto que é um problema herdado de uma sociedade historicamente egoísta.

Por fim, o Ministério do Meio Ambiente deve criar um fundo de investimento, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Diante dis-so, esse capital precisará ser distribuído entre as prefeituras e assim, elas, com a mídia local, porderão elaborar o movimento “Liberdade Animal”, que tem o objeti-vo de conscientizar a população de que, se colocam pessoas atrás de grades como forma de punição, não tem sentido aprisonarem os animais, os quais não fizeram nada para elas. Espera-se, com essa medida, a libertação dos mesmos e, portanto aproximar-se da realidade de More.