Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 24/07/2022
No programa de televisão “Discovery animal planet”, pesquisadores chamam a atenção para os estigmas dos animais na natureza e nos centros urbanizados. Sob o mesmo conceito tratado no programa, as dualidades desses estigmas podem ser aplicadas no debate sobre se os zoológicos são centros de preservação ou de desrespeito aos animais. Portanto deve ser encontrada uma solução para o dilema causado pela imagem do animal como entretenimento na sociedade e mercantilização da liberdade dos animais.
Em primeira instância, a captura de animais em extinção pelos órgãos de conservação dos animais para a apresentação de suas características selvagens publicamente é um dos suportes na manutenção do dilema em questão. De modo analógo a isso, apresenta-se a expressão “Instituições zumbis”, criada por Zygmunt Bauman, na qual compreende que algumas instituições, como os zoológicos, estão perdendo a responsabilidade social. Avaliando a expressão é possível relacioná-la ao contexto atual, no qual os centros de preservação das faunas mundiais não mais cuidam dos animais como corpos a serem preservados, e sim corpos de agrado ao público.
Outro assunto a ser discutido é como o mercado mundial usufrui das liberdades condicionadas dos animais através de suas vendas e compras entre zoológicos, e essa situação, de acordo com o economista Marcos Cícero, é resultado da “Cultura da precificação do natural”, na qual conceitua que, no mundo contemporâneo, as sociedades precificam tudo o que é necessário para a sobrevivência da natureza, como os animais, prejudicando não só o equilíbrio do planeta, mas também a estabilidade dos seus comportamentos naturais. A mercantilização da fauna rompe a segurança do animal nas áreas naturais, desestabilizando seus psicológicos.
Depreende-se, por conseguinte, que a IUCN, União Internacional para a Conservação da Natureza, tome medidas de fiscalização ambiental internacionalmente através do apoio dos estados nacionais das nações ao redor do mundo, visando a segurança dos animais, com futuro de extinção ou não, dos centros de conservação inapropriados e dos tratamentos de produto de mercado mundial. Desse modo, a realidade ambiental se tornaria pacífica nas sociedades.