Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 27/07/2022
O filme “Madagascar” tem como personagem principal Alex, o leão, que foi retirado de seu hábitat natural quando filhote e cresceu em um zoológico no centro de Nova York, sendo tratado como atração principal pelos visitantes. Entretanto, fora das telas, o debate sobre os zoológicos perpetua entre a população brasileira que, ainda, receia sobre sua atuação: são eles ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?. Isso se deve não só a priorização de interesses financeiros, como também à falta de debates a respeito da temática.
Em primeiro momento, é importante apontar a priorização monetária em relação à existência de zoológicos no Brasil. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, os valores sociais estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Desse modo, é possível evidenciar que o lucro obtido com visitas a esses ambientes acaba ocultando a preocupação com os animais na sociedade atua que, muitas vezes, sofrem com maus tratos, ambientes inadequados e má alimentação, sendo assim, esquecidos como seres vivos e tratados como objetos de atração e lazer.
Ademais, faz-se mister, ainda, salientar o silenciamento populacional no que tange à problemática. Segundo Michel Focault, autor do conceito de Normalização, existe na sociedade a repetição de comportamentos sem a devida reflexão crítica dessas condutas. Dessa maneira, torna-se inegável a parcela de culpa dos brasileiros no desrespeito aos animais com a existência dos zoológicos, visto que, mesmo com denúncias, imagens e vídeos de maus tratos nesses lugares sendo divulgados, as autoridades fecham os olhos para tal situação e a nação verde-amarela continua visitando e contribuindo com atual covardia.
Portanto, medidas são imprescindíveis para solucionar o impasse. A mídia- maior veículo de propagação informacional-, em conjunto com ONG´s que apoiam a causa animal, deve promover a exposição de zoológicos que desrespeitam os animais por meio de campanhas e propagandas informacionais, disponibilizando telefone para denúncia, juntamente com visitas de profissionais para fiscalização de tais lugares, a fim de tornar esses ambientes seguros e verdadeiramente capacitados para a preservação das espécies.