Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 30/07/2022
No Brasil, assim como em muitos outros países, zoológicos são comuns centros de entreterimento para todas as idades, de maneira análoga a isso, levanta-se o questionamento a respeito da moralidade desses espaços. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a precariedade da vida dos animais que residem em zoológicos e o impacto ambiental que esses lugares causam. Nesse sentido, convém analisar as possíveis medidas para amenizar esses fenômenos.
Em primeira avaliação, evidencia-se a péssima qualidade de vida da maioria dos animais que se encontram presos em zoológicos. Na natureza, animais selvagens encontram o equilíbrio natural ideal para sua plena existência, de acordo com estatísticas divulgadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), animais mantidos em cativeiro sem as condições ideais de sobrevivência, como é o caso da maioria dos zoológicos, tem altas chances de desenvolver transtornos mentais e de personalidade, como depressão, ansiedade e psicose. Dessa forma, é absolutamente cruel submeter um animal selvagem a condições inadequadas de encarceramento, independente das motivações para tal.
Além disso, é notório o impacto ambiental ocasionado pela procura de animais para exposição. Em zoológicos, onde a expectativa de vida dos animais é reduzida drasticamente, é necessária a entrada constante de novos indivíduos para suprir a falta daqueles que falecem, por essa razão, muitos estabelecimentos recorrem a venda ilegal desses animais, isso sustenta a caça predatória que, em larga escala, desequilibra todo o ecosistema e as cadeias alimentares, colocando diversas espécies em risco de extinção.
Portanto, a utilização de animais como objetos de entreterimento requer medidas mais promissoras para ser erradicada no Brasil. Para isso, o Ibama deve encerrar as atividades dos zoológicos inaptos a manter os animais de forma saudável, realizando fiscalizações rigorosas a respeito das atividades desses espaços, a fim de reverter a baixa qualidade de vida dos animais encarcerados e promover a plena existência deles em seus habitats naturais.