Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 31/07/2022

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação feita pela filósofa francesa Simone de Beauvoir pode facilmente ser aplicada à vida que os animais levam no zoológico, já que mais escandaloso do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a ela. Nesse contexto, torna-se evidente como causas o silenciamento midiático, bem como a falta de representatividade.

Em primeira análise, o silenciamento midiático é um desafio presente no problema. Conforme o jornalista Caco Barcellos “A culpa não é de quem não sabe, é de quem não informa”. Assim, vê-se que a mídia investe em lucratividade com publicações fúteis ao invés de retratar a dificuldade dos animais em se adaptar aos zoológicos e o estresse que sofrem, uma vez que são forçados a viver de uma forma totalmente diferente do habitual.

Ademais, a falta de representatividade é um entrave no que tange à questão. Para Rupi Kaur, a “representatividade é vital”. Porém, há um hiato absurdo na representação da realidade da vivência dos bichos no zoológico, visto que, em filmes, por exemplo, os animais sempre são mostrados felizes, brincando entre si e vivendo de forma tranquila. Com isso o público inocentemente acredita ser essa a realidade e não debatem sobre a problemática.

Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, a mídia de massa deve criar um programa, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, com o fito de expor a veracidade da vivência dos bichos no zôo e assim reverter o silenciamento midiático. Tal ação pode, ainda, ser divulgada por grandes perfis nas redes sociais a fim de aumentar a visibilidade. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de representatividade presente no problema