Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 07/08/2022

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanercer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concérne o problema de que zoológicos

são ambiente de desrespeitos aos animais. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a invisibilidade de animais fora de seu habtat, e a omissão do Estado.

Diante desse cenário, o desrespeito aos habtats naturais fragiliza a dignidade de animais em cativeiros. Nesse sentido, A Declaração Universal dos Direitos do Animal - proclamada na UNESCO em 1978 - assegura que todos os animais fazem jus a direitos básicos, a exemplo de qualidade e espaço para o convívio desses seres. Ocorre que no Brasil, os animais que vivem em zoológicos estão distantes de vivenciar os benefícios previstos pela UNESCO, sobretudo por conta da poluição e ao afastamento dos seus devidos habtats, que gera maustratos, que são considerados crimes contra os animais. Assim, se animais que vivem em cativeiros continuarem tratados com invisíveis, os direitos firmados em 1978 permanecerão como privilégios.

Ademais, a inércia estatal invibializa os cuidados em seu ambiente natural. A esse respeito, o filósofo John Locke, desenvolveu o conceito de" Contrato Social", a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria direitos inlienáveis à todos os sers vivos. Todavia, a ausência de liberdade de alguns animais evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que animais enjaulados podem sofrer estresse crônico gerado pelos cativeiros. Desse modo, enquanto a omissão estatal se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cuéis mazelas para os animais: o desrespeito aos bichos.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para incentivar a liberdade de aniamis enjaulados. Nesse sentido, as escolas devem ensinar os alunos o direito dos animais por meio de projetos pedagógicos, como aulas e ações comunitária. Essa iniciativa terá finalidade de romper a inércia do Estado e de garantir que o tratamento digno previsto pela UNESCO deixe de ser uma utupia no Brasil.