Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 10/08/2022

No filme “Madagascar”, mostra animais fugindo do zoológico por estarem insatisfeitos com a vida que levam, são tratados diariamente como vitrine para os humanos, logo, fogem em busca de seu verdadeiro habitat e animais de suas próprias espécies. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: risco à biodiversidade e interesse em consumo próprio.

Em primeira análise, evidencia-se o risco à biodiversidade. Sob essa ótica, de acordo com uma pesquisa feita por ativistas em parceria ao Ministério do Meio Ambiente, 30% dos animais que estão em zoológicos foram capturados ou até mesmo retirados de seus habitats de forma ilegal, o que se conclui um certo risco de biodiversidade e extinção desses animais. Dessa forma, é necessário uma fiscalização em zoológicos, para conferir a legalidade da “posse” desses animais, evitando a captura ilegal e consequentemente riscos ambientais.

Além disso, é notório o interesse em consumo próprio. Desse modo, como diz Ailton Krenak, “A sociedade precisa entender que não somos o sal da terra. Temos que abandonar o antropocentrismo; há muita vida além da gente, não fazemos falta na biodiversidade. Pelo contrário". Consoante a isso, é evidente como o homem se coloca em posição superior aos animais, principalmente quanto ao “uso” deles, desrespeitando- os em forma de exposição, como em jaulas de zoológicos, para apenas suprir meios de lazer.

Depreende- se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o desrespeito aos animais em zoológicos. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, exigir a criação de leis, por meio de movimentos e pesquisas que provem o risco à biodiversidade e extinção dos animais, para assim evitar a posse e captura ilegal dos mesmos. Por meio dessas ações, pode ser prevenido à biodiversidade dos animais na natureza e o respeito perante a eles.