Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 10/08/2022
Há registros de que o primeiro zoológico tenha surgido na cidade de Nekhen, no Egito, há muitos anos atrás, com o objetivo de promover o contato do público com os animais, proteger a biodiversidade e o meio ambiente. Porém, intensificou-se nos últimos anos, um debate importante a respeito dos zoológicos; que questionam sua finalidade e o apontam como um ambiente de desrespeito aos animais.
Segundo a Associação Mundial de zoológicos e Aquários (WAZA), o propósito primordial dessa instituição é a conservação de espécies em extinção e dos animais que não tem condições de sobreviver na natureza. Sob essa ótica, um exemplo é o mico-leão-dourado, que entre os anos 70 e 80 quase foi extinto e, graças a um trabalho cooperativo entre zoológicos, foram reintroduzidos na natureza e a população aumentou. Nessa perspectiva, tais instituições são importantes aliados para a ecologia mundial e local.
Em contrapartida, os pontos negativos do zoológico se sobrepõe aos positivos, dado que, na realidade o seu papel de proteção aos animais não é exercido com êxito. Primeiramente, essas instituições não têm espaço sufiente comparado ao habitat natural dos animais, o que os deixam em alto nível de stress, gerando mudanças comportamentais como andar de um lado para o outro, sacudir a cabeça, morder o próprio corpo, entre outros. Além disso, os zoológicos não auxilam na educação e conscientização a respeito dos animais, pois eles não se comportam de forma natural já que estão sendo mantidos fora da natureza.
Em síntese, é inegável que essas instituições apresentam aspectos positivos e negativos. Portanto, é preciso manter os benefícios e solucionar os problemas, visando garantir o bem-estar dos principais afetados, ou seja, os animais e o meio ambiente. Para isso, é necessário promover, através dos meios midiáticos, práticas educativas que abordem o motivos dos animais estarem no zoológico e como contribuir para que menos animais cheguem até lá, para que continuem em seu habitat natural.