Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 09/08/2022

Na Idade Média, famílias europeias ricas importavam espécies exóticas encontradas na descoberta de novos continentes como demonstração de poder e riqueza. De maneira análoga a isso, o desrespeito aos animais dentro dos zoológicos é nítido. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a captura de espécies na natureza e a falta de espaço no confinamento das mesmas.

Em primeira análise, evidencia-se a retirada de animais de seu habitat natural. Sob essa ótica, dados afirmam que apenas 21% daqueles que vivem em aquários de vidro não são capturados na natureza. Dessa forma, a grande maioria das espécies exibidas em zoológicos, sejam eles aquáticos ou terrestres, são tomadas de seu ambiente natural.

Além disso, é notório a falta de espaço para aqueles que estão confinados. Desse modo, animais aprisionados vivem em locais muito menores do que deveriam, como as girafas, que possuem uma área minúscula para seu uso em comparação ao seu habitat natural. Consoante a isso, a liberdade de movimentação dos seres que vivem em zoológicos é extremamente limitada, o que é prejudicial à sua sobrevivência.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o desrespeito aos animais em seu ambiente nativo. Dessa maneira, cabe ao IBAMA, orgão responsável pela proteção da fauna e flora e conservação da natureza, criar um projeto de fiscalização, por meio de aparelhos de identificação, que serão usados em animais com risco de captura, afim de que a segurança dos mesmos seja ampliada. Somente assim, haverá uma diminuição gradativa na retirada de espécies da natureza.