Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 07/09/2022
No filme “Madagascar”, um grupo de animais que vive no zoológico de Nova Iorque acabam acidentalmente indo parar na África. Apesar do filme ser de cunho infantil, o longa-metragem aborda o tópico sobre os bichos viverem longe do domínio do ser humano e em seus habitats naturais.
Os zoológicos têm grande importãncia mundial e local, reabilitando, reintroduzindo e conservando espécies, quando elas não têm mais condições de viverem por si mesmas na natureza. A IUCN, União Internacional para a Conservação da Natureza, categoriza a gravidade em que cada grupo se encontra, incluindo a categoria de “extinção total”. Assim, usam-se criadouros para reprodução, onde serão mais tarde devolvidos à natureza. A educação ambiental também é muito valorosa, demonstrando o papel de cada espécie no meio ambiente e aprendendo sobre seu modo de vida, o que é muito difícil de se observar na natureza.
Porém, é importante ressaltar que animais saudáveis não devem ser retirados de seus ambientes originários. De acordo com a Care2, animais que vivem em zoológicos não têm espaço suficiente para viver como deveriam. Estudos mostram que um elefante geralmente caminha 40 km por dia, o que é impossível quando ele está em um espaço tão limitado. Ademais, animais encarcerados podem sofrer diversos distúrbios, inclusive psicológicos e comportamentais. Comportamentos como sacudir a cabeça, sentar-se imóvel e morder partes do próprio corpo fazem parte do ciclo de estresse desenvolvido pelo animal, que podem ser atribuídos à depressão, tédio e psicose. Assim também, quando alguns zoológicos estão superlotados, acontece o sacríficio de animais. Muitas espécies também são capturadas de seus ambientes naturais, apenas para ficarem expostas aos humanos por entretenimento.
Diante do que foi dissertado, é pertinente que medidas sejam tomadas para o combate à irregularidades ambientais. Organizações como o IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente devem agir de forma determinada, juntamente com profissionais da zoologia, para a criação de ferramentas para melhoria de vida e bem estar dos animais, mesmo que fora de seus ambientes originais.