Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 14/10/2022

Na obra cinematográfica “Madagascar”, lançado nos anos 2000, o personagem Morty é uma zebra enclausurada num zoológico. Nessa estória, o protagonista sonha em viver na natureza, ansiando pela liberdade de uma vida sem grades. De maneira similar à ficção, os centros zoológicos brasileiros também ferem os direitos animais, pois não têm como objetivo final a volta do ser à natureza e não oferecem condições satisfatórias de vida aos tutelados.

A priori, deve-se admitir que as mudanças antropogênicas nos ecossistemas - tais como as mudanças climáticas e o tráfico de animais - vêm deixando a fauna brasileira cada dia mais vulnerável. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer constatou que a humanidade fez da Terra um inferno para os animais. Como resultado, tornam-se essenciais os centros de reabilitação e conservação de espécies.

Entretanto, tais entidades de ajuda zoológica hoje são representadas, na prática, pelos jardins zoológicos, que infelizmente não priorizam a soltura e o bem-estar do animal tutelado. Segundo a figura célebre Abraham Lincoln, a proposta de um ser humano integral é apoiar tanto os direitos animais quanto os direitos humanos. De tal forma, zoos não são instituições éticas por causa de suas práticas desumanas (como a reprodução para cárcere e espaços diminutos, por exemplo).

Em suma, são essencias as propostas humanizadas para resolver a questão, e uma boa alternativa são os santuários. A fim de apoiar e expandir esses refúgios animais, as ONGs de proteção à fauna silvestre devem, por intermédio das mídias e redes sociais, conscientizar a população e angariar recursos públicos e privados. Como efeito desses projetos coletivos, os animais mantidos sem necessidade em zoológicos não precisarão mais sonhar com a liberdade.