Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 22/10/2022
A ida ao zoológico ao menos uma vez na vida é uma experiência relativamente comum em diversos lugares do globo, por isso, é pertinente compreender como esses lugares cada vez mais visitados podem ser tanto prejudiciais a fauna, quanto importantes para a preservação de determinadas espécies.
A princípio, grande parte dos zoológicos não são projetados para serem ambientes confortáveis aos animais. No filme Madagascar os bichos são capturados e encarceirados em um zoológico, no qual sofrem com uma vida em cativeiro. De forma análoga a obra, ainda hoje é possível encontrar diversos casos de maus tratos com animais relacionados a estes parques. Por isso, é necessário repensar na forma como os zoológicos são organizados e utilizados atualmente, imaginando formas de transforma-los em locais com propósitos positivos.
Destarte, a utilização correta de zoológicos pode ser crucial na preservação de criaturas ameaçadas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014 o Brasil possuía mais de 3200 espécies com risco de extinção. Número que pode ser agravado a depender de como o reino animal é explorado e visto pela sociedade. Porém, por meio da criação de áreas de conservação e preservação, juntamente a técnicas de reprodução em cativeiro em zoológicos, é possível, aos poucos, reverter essa trágica situação e lutar pela preservação da vida animal.
Diante do exposto, compreende-se que, é fundamental que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) atue no combate os maus tratos a animais em zoológicos, por meio da fiscalização rigorosa dessas instituições, e disponibilização de contatos ára denúncias anônimas tanto para funcionários quanto para visitantes, para que seja possível melhorar o ambiente tanto para os clientes quanto para os animais. Além disso, é fundamental que o IBAMA junto de ONGs voltadas para o meio ambiente, atuem com a transformação dos zoos, em ambientes de preservação, por meio de protocolos de funcionamento, técnicas de resgate, reprodução em cativeiro e reintrodução à natureza, para que seja possível conservar a fauna local e monstrar as belezas animais ao mesmo tempo.