Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 18/01/2023

Conforme o artigo n° 255 da Constituição Federal de 1988, é dever do Poder Público e coletividade proteger a fauna e a flora, vedando, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam à crueldade. Todavia, surge a dúvida se os zoológicos são prejudiciais ou não aos animais. Nesse contexto, destacam-se dois aspectos importantes: a conservação de espécies e a educação ambiental.

Diante desse cenário, percebe-se que os zoológicos servem como lar temporário de animais resgatados de tráficos ou acidentes e os auxiliam em sua recuperação, ajudando assim na conservação das espécies. Dessa forma, segundo dados da “Associação Mundial de Zoológicos e Aquarios”, cerca de 1.000 espécies ameaçadas de extinção são protegidas através da atuação de zoológicos. Sendo assim, eles preservam a flora e fauna de diversas regiões.

Ademais, é válido lembrar que os zoológicos também proporcionam o contato de pessoas com animais selvagens. Nessa perspectiva, conforme dito pela bióloga Maisa Bernardes, a educação ambiental é uma grande aliada na conservação da fauna, ela é mais flexível e lúdica, a fim de sensibilizar a comunidade para as questões ambientais. Desse modo, formam-se indivíduos conscientes sobre a importância da preservação do meio ambiente.

Portanto, medidas são necessárias para ampliar a qualidade de vida dos animais que estão em zoológicos. Para isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o IBAMA, investir em fiscalização e infraestrutura dos zoológicos, através da arrecadação de fundos, como exemplo o pagamento das entradas, a fim de melhorar a condição de vida dos animais. Assim, será possível proteger a fauna e flora conforme previsto na Constituição Federal.