Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 06/02/2023

O pensamento do filósofo francês do século XX Foucault, descreve que a prisão é uma pequena invenção desacreditada desde o seu nascimento e permite compreender na atualidade como é o sistema de aprisonar animais em zoológicos respaldados na justificativa de evitar a extinção ou não sobrevivência dos mesmos em habitat natural tornando o local uma espécie de “asilo público forçado”, onde encontramos frequentemente situações alarmantes de maus tratos, nessa analogia, os animais, assim como os idosos, não parecem felizes.

Cabe destacar, nessa perspectiva, que os sistemas dos zoológicos costumam ser falhos e descuidados e não vivem no ambiente geral de fiscalização, alimentando mal os animais que vivem sob constante stress devido aos espaços restritos e bem a quem do ambiente natural. A ideia de educação ambiental, do reconhecimento e respeito a fauna pelos visitantes custa caro aos animais, com stress, depressão e comportamentos psicóticos, o que realmente um visitante pode aprender com um animal enjaulado?

É importante destacar, ainda, a fala da ativista ambiental Greta Thunberg relatando em entrevista recente que se prender para evitar a extinção fosse a única alternativa, a espécie humana deveria ser presa. A Sueca não está errada, pois as ações humanas vêm destruindo os ecossistemas, e , muitas vezes, a culpa desses animais não conseguirem permanecer em seu habitat natural se dá devido ao próprio homem, que eleva a temperatura do ambiente, elimina matas, poluem e caçam essses animais de maneira predatória.

Dessa forma, faz-se necessário a eliminação do encarceramento, por meio de um maior investimento em pesquisas com parceria de instituições internacionais, que ajudem na reinserção dos animais em seus habitates naturais, em curto prazo, eliminando sucessivamente os zoológicos. Além disso, é importante potencializar via Ministério da Educação e do Meio Ambiente, programas de educação ambiental na prática, com fortalecimento das Universidades para ofertarem uma experiência real e livre a comunidade, totalmente diferente da desacreditada por Foucault.