Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 19/09/2024
No filme “Madagascar”, clássico do gênero animação, o leão Alex e a zebra Martin tem um embate sobre o ponto de vista sobre o zoológico que vivem, Alex defende que o zoológico lhe proporciona uma vida boa, porém, Martin diz que esse espaço o limita e não é natural. Embora seja uma obra ficcional, o filme apresenta características que se assemelham ao contexto atual, pois, assim como na obra, existe um debate sobre o zoológico, que por muitos é considerado um ambiente de preservação, e por outros, um desrespeito com a vida dos animais.
Deve-se pontuar, de início, o debate do zoológico como sendo favorável a causa animal. O elefante Chocolate, do zoológico de Brasília, foi resgatado pelo IBAMA em um circo em que sofria de maus-tratos. Exemplos como esse trazem à tona a discursão do papel do zoológico em promover a preservação de animais em situação deplorável, manutenção de espécies e resgate de animais ameaçados em queimadas e desmatamentos. Nesse sentido, o zoológico se demostra como positivo a causa animal.
Porém, por outro lado, cabe a discursão do zoológico como espaço de desrespeito aos animais. De acordo com a Campanha de bem-estar animal, os animais devem dispor de 5 liberdades, sendo algumas delas a liberdade de expressar seu comportamento natural e liberdade de viver afastado do estresse. Todavia, quase sempre não é possível observar essas causas nos zoológicos. Animais como os felinos, aves e grande mamíferos precisam de áreas gigantescas para viver como se estivessem na natureza, mas o confinamento no zoológico está longe de disponibilizar esse espaço, acarretando em grande estresse animal.
Convém, portanto, que medidas sejam tomadas diante os aspectos negativos dos zoológicos. Logo, cabe ao Governo Federal o estudo e maior destinamento de verbas aos zoológicos, com objetivo de promover reformas de espaços para que os animais já presentes desfrutem de uma condição de vida digna. Cabe, também, a proibição por decreto da introdução de novos animais, esses devem ser destinados aos santuários já existentes, visando a rápida reintrodução na natureza ou uma vida afastada do estresse dos zoológicos.