Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Na literatura brasileira, o livro “O Cortiço” de Aluísio de Azevedo, representa o convívio de uma população em situação de baixa renda residindo com problemas habitacionais. Diante desse cenário, a arte da literatura torna-se uma lamentável realidade de muitos brasileiros, sendo o resultado da desigualdade social devido ao abandono das medidas públicas e, com isso, promove o descontrole habitacional do Brasil como aglomerações e ocupações irregulares, descumprindo os direitos básicos.

Em primeira análise, o sistema brasileiro de gestão habitacional encontra-se ineficiente, sendo reflexo da ausência de investimento estatal nos setores imobiliários para construção de novas casas para as populações desprivilegiadas economicamente. Dessa maneira, a revista Veja informa que cerca de 75% dos cidadãos que habitam regiões metropolitanas estão morando em situação irregular, sendo o fruto da desigualdade social e do não planejamento no processo de urbanização do Brasil. Logo, a não aplicabilidade das medidas públicas nos setores sociais aumentam cada vez mais a desigualdade e o distanciamento entre essas classes sociais dentro do convívio humano.

Além disso, em uma perspectiva secundária, o resultado dessa divergência é o aumento da exclusão social e diminuição das relações interpessoais, por causa das ocupações irregulares que são promovidas pela a falta de assistência do Estado. Conforme o especialista Drauzio Varella, os habitantes das regiões periféricas apresentam um alto índice relacionado as doenças-por exemplo- infecções sexualmente transmissíveis, dengue, malária; assim é notório o negligenciamentos dos direitos básicos e informação a essas populações. Em vista disso, é lamentável o atual cenário de déficit habitacional enfrentado pelo o Brasil, e que ainda manifesta uma alta taxa de violência urbana, sendo assim, há necessidade primordial na transformação dos serviços públicos para a população.

Portanto, frente a essas adversidades habitacionais, é urgente ação do poder do Estado brasileiro fazer a extensão do projeto “minha casa, minha vida”, por meio de investimento do setor imobiliário com o uso da mão de obra desempregada, para fornecer um trabalho e uma função social na formação dessa região, e assim conseguir promover moradias de qualidade para os brasileiros. Incluir, também, ONG’s em parceria com o Ministério da Saúde promover campanhas de vacinação e tratamento de doenças, por meio de eventos nas comunidades com auxílio de representantes da população de baixa para promove um maior desempenho, a fim de que os direitos básicos- promulgado pela Constituição- sejam garantidos à todos os indivíduos.