Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 01/11/2019
O número de famílias que vivem em condições instáveis de moradia é bastante elevado e aumentou consideravelmente nos últimos anos no Brasil. Essa situação é consequência de fatores como a instabilidade do mercado de trabalho, que acarreta desemprego e diminuição da renda familiar. Ademais, o crescimento da população urbana e o alto preço dos aluguéis nas regiões centrais contribuem para o estabelecimento de muitos indivíduos em áreas periféricas de risco e com acesso limitado à direitos essenciais, como o saneamento básico.
Em primeira instância, pode-se mencionar o livro “Quarto de Despejo - Diário de uma favelada”, que retrata o cotidiano e os contratempos enfrentados por uma catadora de lixo que vivia em condições precárias de habitação e em muitos dias não tinha renda suficiente para comprar alimentos essenciais para ela e seus filhos. De forma análoga, situações como essa, que aconteceu em São Paulo, podem ser observadas por todo o país e várias pessoas que residem em favelas passam por dificuldades com relação à moradia e necessidades básicas.
Em segunda instância, é importante ressaltar que, segundo um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias ( Abrainc ), em conjunto com a Fundação Getúlio Vargas ( FGV ), o deficit habitacional aumentou 7% em 10 anos no país. Em vista disso, infere-se que o combate atual a esse problema não é efetivo e a intensificação da atuação do governo nessa questão é urgente e precisa acontecer para que a porcentagem de famílias que vivem em casas que não tem uma estrutura estável pare de crescer.
Em síntese, o número de indivíduos que residem em locais de risco ou com infraestrutura inadequada é alto no Brasil. Com isso, é preciso que o Estado forneça condições apropriadas de habitação para a maior quantidade de pessoas possível, por meio de políticas públicas, a fim de que o deficit de moradias diminua com o passar dos anos no país. Além disso, é fundamental que organizações não governamentais promovam movimentos que cobrem essas medidas por parte do governo, para que o processo de melhoria na situação habitacional dos residentes de periferias seja acelerado.