Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 17/04/2020

Desemprego, pobreza, baixa renda e falta de políticas públicas, são alguns fatores que desencadeiam o déficit habitacional no Brasil. Gerando assim um ciclo vicioso por descaso do governo diante tais cotidianos em relação aos sem-teto. Portanto, é válido ressaltar há um grande ferimento aos direitos humanos, no qual afirma que todos têm direito a uma qualidade de vida capaz de assegurar a si e a sua família o direito a saúde e bem estar, o que inclui acesso à moradia.

Nessa perspectiva, diante da ignorância do governo perante as necessidades dos sem-teto, é indubitavelmente válido transparecer a urgência desse assunto. Segundo o ibge, 9,3% das famílias não possuem acesso à moradia, quando por outro lado há uma grande quantidade de terrenos ociosos que poderiam ser ultilizados para atender o direito à moradia, mas são geralmente comprados por construtoras, para fazerem prédios luxuosos destinados em sua maioria para classe média alta. Fazendo com que essa população continue em um ciclo vicioso de trabalhos informais, crimes, drogas e favelização, quando o governo poderia atender os movimentos à moradia, pois possui recursos para isso.

Ademais, têm-se claramente os direitos humano feridos, pois em uma população onde não possui direito à moradia, não há direito a lazer, educação, saúde e comida. Fragilizando assim essas pessoas que se sentem invisíveis e irrepresentáveis, mas continuam lutando diariamente pela sobrevivência, e em sua maioria de maneira incorreta e ilegal, pois é geralmente a única forma que possuem de lutar pela vida. Retomando-se assim o mesmo ciclo repetitivo, uma cadeia hereditária, onde o rico sempre tende a subir e o pobre sempre a descer, como foi retratado na música Xibom Bombom, feita pela banda As Meninas. Desencadeando assim um obstáculo em maiores escalas, como o aumento da marginalidade, superlotação dos presídios, doenças, analfabetismo e problemas psicológicos.

Nesse viés, pode-se observar a necessidade de atenção e da tomada de medidas urgentemente pelo governo, o qual deve investir primordialmente na adaptação de lugares ociosos para tornarem-se aptos à moradia. O governo por meio de campanhas publicitárias comoventes em redes sociais, jornais e na televisão, poderia convocar voluntários para ajudar na construção dessas futuras moradias, aceitando doações e mão de obra. Trabalhando juntamente com os que possuem mais para poder dar uma qualidade de vida aos que não possuem nada, tornando a convivência mais humana para todos.