Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 07/09/2020
Na obra “Utopia”, do inglês Thomas more, é retratada uma sociedade perfeita, sem problemas sociais. Entretanto, ao analisar-se o cenário brasileiro, percebe-se que tal história é apenas uma ficção, visto que o país sofre um grave e terrível déficit habitacional, proporcionando péssimas condições de habitação para a sua população. Esse problema ocorre devido à inércia governamental, aliado à baixa qualificação profissional de parte da sociedade.
Antes de tudo, é importante destacar que o número de domicílios precários, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), chegou em torno de 14% das residências brasileiras. Sob essa óptica, pode-se destacar que a absurda ineficácia do poder público para criar e ampliar mecanismos que proporcionem melhores habitações à população é um agravante para a problemática, uma vez que sem oportunidades e auxílio governamental, os indivíduos se fixam em lugares impróprios, como os morros.
Outrossim, a baixa qualificação profissional dos cidadãos é outro fator determinante para a maligna e inaceitável perpetuação do déficit habitacional no Brasil, pois segundo dados do portal G1, divulgados em 2017, 74% dos brasileiros não se interessam por cursos de qualificação profissional. Esse desinteresse contribui para que essas pessoas se submetam a empregos informais, com baixos salários, e se aloquem em habitações precárias por conta dos baixos preços.
Diante do exposto, para garantir que a história de Thomas More se torne realidade, o Governo Federal deve investir recursos para garantir melhores condições de moradia para sua população, por meio da ampliação de programas de acesso à habitação, como o Minha Casa Minha Vida, para assim proporcionar condições humanas de moradia. Além disso, deve, por meio do Ministério da Educação, ampliar programas de qualificação profissional, como o Pronatec, a fim qualificar sua população e garantir que ela tenha oportunidades de adquirir uma boa residência.