Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 09/09/2020

O Brasil é um dos países de maior extensão territorial do mundo. A sua população, distribuída de forma heterogênea pelo território, está concentrada principalmente no litoral, onde estão grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. Nessas cidades, a grande circulação de serviços e riquezas é promovida, entre outros fatores, pela densa concentração de pessoas. No entanto, esse aglomerado traz, também, sérios problemas a uma cidade, já que, em um espaço tão reduzido, nem todos apresentam moradias adequadas para se viver.

O deficit habitacional possui diversas causas que, ao coexistirem por décadas, formaram o panorâma atual. As migrações internas, por exemplo, atraíram diversas pessoas para Brasília durante a sua construção, o que resultou no surgimento das cidades satélites, que representam não só o problema de habitações inadequadas, mas também de segregação social. Houve, ademais, o êxodo rural, que levou milhares de famílias para os núcleos urbanos em crescimento que, sem ter onde morar, foram para as ruas. A situação dos moradores de rua pode ser explicada também pelos altos preços dos imóveis, que se tornam ainda mais altos pela especulação imobiliária e pela lamentável situação da pobreza, que ainda é uma constante entre a população. A falta de uma casa é uma situação extremamente prejudicial ao indivíduo, pois ele fica exposto ao clima, à violência e é privado de conforto, saúde e estabilidade.

Outro problema é a construção de abrigos em áreas de risco, como é o caso das favelas. Esse tipo de aglomerado raramente apresenta infraestrutura adequada, como saneamento básico e água encanada, além de estarem sob risco constante de sofrerem com deslizamentos e inundações. Por causa da distância, aqueles que moram nessas áreas apresentam, muitas vezes, dificuldades de usufruirem dos serviços proporcionados pela própria cidade, como transporte, lazer e saúde.

Para superar o obstáculo que é a carência de lares para todos os brasileiros, é necessário que as prefeituras das cidades, por meio de verbas fornecidas pelo Estado e com o apoio de empresas de arquitetura e engenharia, construa diversos condomínios para abrigar permanentemente os moradores de rua e para, aos poucos, transferir aqueles que residem em áreas de risco, de forma a garantir sua segurança e conforto. Além disso, imóveis que não estejam habitados por mais de alguns anos devem ser comprados pelo governo para evitar a especulação.