Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 11/11/2020

O sociólogo Zygmunt Bauman afirmou que não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas. Nesse viés, a realidade brasileira enfrenta má reação quanto ao problema do déficit habitacional, que ocorre devido a inércia por parte do governo em auxiliar os menos favorecidos, ou programas não efetivos a proporção real, como o Minha Casa, Minha Vida, que entrega imóveis com problemas de construção.

É visto que em 2012, mais de cinco milhões de moradias foram documentadas em situação de déficit. Isto, devido a má distribuição de renda e aos processos de industrialização e urbanização. Em virtude desse déficit a favelização se constitui aumentando os aglomerados subnormais de moradias, ainda que as propostas de casas populares sejam oferecidas pelos programas sociais do governo.

A declaração Universal dos Direitos Humanos visa o direito a moradia. Todavia na atualidade, muitas pessoas não tem acesso à moradia digna, pelo contrário, se encontram em locais precários e muitas vezes pagando aluguéis caros, contrapondo-se com o que é oferecido. Exemplificando, pode-se observar as favelas, que muitas vezes não possuem nem mesmo saneamento básico e muitos inquilinos precisam pagar o preço para ter apenas o “teto sobre a cabeça”.

Com a perspectiva de Zygmunt e com o propósito de haver mudanças significativas em relação ao déficit habitacional no Brasil é importante que o governo mude sua reação, buscando meios mais efetivos em sua forma de agir diante deste problema. Para que todos possam ter moradias dignas, propostas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, urge que o poder público ofereça melhores condições de moradia, medindo da rapidez da aprovação de projetos nas prefeituras, melhoramento do saneamento básico e propostas políticas habitacionais que estejam ao alcance do inquilino, como aluguéis justos. Assim, por meio da melhor organização, prontidão e preocupação do governo quanto a parte habitacional e estrutural de seu espaço, a sociedade terá melhores condições, como fito de acabar com o déficit habitacional do Brasil.