Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 11/11/2020
O termo déficit habitacional é utilizado para se referir a um determinado número de famílias que vivem em condições de moradia precárias em uma região seja um bairro, uma cidade, estado ou um país, ou que não possuem qualquer moradia. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que o déficit de moradias cresceu 7% em apenas dez anos, de 2007 a 2017, tendo atingido 7,78 milhões de unidades habitacionais em 2017.
Avaliando o cenário brasileiro, que é caracterizado por percentual do nível de pobreza relativamente alto 13,5 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de extrema pobreza, segundo o IBGE e infraestrutura deficiente ou ausente em muitas regiões.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio de Janeiro é a cidade brasileira com o maior percentual de sua população vivendo em favelas, 22,03%. Isso corresponde a mais de 1,3 milhão de pessoas. Os problemas econômicos estão forçando cada vez mais pessoas a morar em habitações precárias em recentes ou antigas comunidades de baixo poder aquisitivo e com pouca estrutura de serviços públicos essências.
Alguns programas habitacionais que impactaram o Brasil, como o programa Minha Casa Minha Vida, que surgiu em 2009, e proporcionou uma forma facilitada para aquisição da casa ou apartamento próprio para famílias com renda de até R$ 9 mil. Recentemente, foi divulgado pelo governo que existirá um novo programa habitacional para a população, em substituição ao programa Minha Casa Minha Vida. O novo programa é chamado Casa Verde Amarela, e além do estímulo a financiamentos com juros baixos para aquisição de imóveis, tem foco na regularização fundiária.