Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 25/11/2020

No filme “Parasite” é relatada a história de uma família que vive em precária situação, pois, moram no subsolo de uma cidade sul-coreana. No entanto, paralelamente à ficção inúmeros brasileiros ainda vivem em habitações semelhantes às retratadas no filme, por conta do alto custo de moradias adequadas e a ineficiência de políticas públicas, o deficit habitacional no Brasil é um problema extremamente prejudicial aos brasileiros.

Primeiramente, vale ressaltar que um dos principais motivos para o grande números de brasileiros sem moradias adequadas é a dificuldade financeira de mantê-las. Tanto é que, segundo o IBGE, em média o brasileiro gasta 40% de um salário mínimo com habitação, ademais, a enorme quantidade de favelas tem crescido em metrópoles, por causa, que moradias nesse ambiente tem um custo baixo e apenas nelas que a população de baixa renda conseguem se manter.

Outro ponto acerca dessa problemática é a necessidade de eficientes políticas públicas que ajudem a diminuir essa alarmante situação. Bem como, mostra o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que o deficit habitacional no Brasil é de 7,9 milhões de moradias. Por isso, torna-se evidente que as poucas políticas públicas existentes para frear esses dados não estão sendo suficientes, porém, são altamente essenciais no combate a esses índices que persistem na sociedade brasileira contemporânea.

Pode-se inferir, portanto, que ações cabíveis devem ser tomadas. Isso posto, cabe ao Ministério da Economia em associação com o Ministério da Infraestrutura, elaborar programas sociais, por meio de alocação de verbas públicas para o financiamento desses programas sociais que utilizariam locais desapropriados para a construção de lares paras essas famílias em deficit habitacional, com o intuito de amenizar tal problemática vivenciada pelos brasileiros. Com medidas como essas, espera-se um Brasil com menos casos semelhantes ao da família sul-coreana retratada na ficção.