Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 05/12/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos devem usufruir de condições dignas de moradia. No entanto, no Brasil, não é o que se observa, tendo em vista a elevada taxa de déficit habitacional que o assola. Diante disso, o alto custo de vida em locais eficientemente urbanizados e a insuficiência de ações do Estado para com a redução da problemática são causadores da situação.
Em primeiro lugar, os altos preços para viver em boas cidades muitas vezes excedem, economicamente, a capacidade de grande parte da população. Com isso, entende-se que grandes motivadores do atual déficit habitacional foram as revoluções industriais, onde os trabalhadores migravam para locais com grandes ofertas de emprego, os grandes centros urbanos. Porém, por essas grandes cidades serem “dominadas” pela burguesia/classe alta, o custo para permanência se tornou algo muito grande, o que levou os trabalhadores de classe baixa se instalarem em periferias, formando locais precários que vemos nos dias de hoje, como as favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Outrossim, nota-se a falta ou a insuficiência de atitudes para reduzir o déficit habitacional. Como exemplo, o programa habitacional para cidadãos de baixa renda “Minha casa, Minha Vida” foi um grande em direção a um Brasil mais digno para todos. Contudo, a realização do programa não foi o suficiente para atingir grandes percentuais de mudança, tendo em vista que ainda existe uma grande quantidade de indivíduos sob condições precárias de moradia, por exemplo, em favelas como a “Rocinha”, que diariamente convive com a extrema pobreza e falta de estrutura.
Destarte, mostra-se de extrema importância ações para amenizar a situação do país. Portanto, o governo, em parceria com o Ministério da Cidadania - um dos principais órgãos públicos ligados diretamente às demandas da população -, deve, por meio de verbas governamentais, investir em melhoras nas condições básicas de infraestrutura habitacional e urbana em locais com deficiência desses, além de fazer realocações de famílias ou indivíduos em que duas moradias se tornaram impossibilitadas de habitação, para que, ao menos, classes desfavorecidas tenham melhores condições de vida. Ademais, o governo deve investir nas construções do “Minha casa, Minha Vida”, por meio de verbas estatais, em locais urbanizados e com acesso aos serviços básicos, para que, assim, haja um aprimoramento grande na diminuição do déficit habitacional e no cumprimento da constituição.