Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 12/01/2021
No livro “O cortiço” do autor brasileiro Aluísio Azevedo, retrata a exploração e as péssimas condições de vida dos moradores dos cortiços cariocas no final do século XIX. Diante disso, fora da literatura é possivel perceber que no Brasil esse problema ainda é pertinente, uma vez que o país possui um déficit habitacional que só cresce ao passar dos anos. Nesse sentido, é evidente que a desigualdade social e a falta de compromisso do Estado corroboram para essa problemática.
De início, é crucial abordar que o processo acelerado e desordenado de urbanização no Brasil, iniciado na década de 1930, em que grande parte da população em busca de melhoria de vida, iam para as áreas industrializadas a procura de empregos. Porém, com o excesso de pessoas na zona urbana, as cidades não tinha estruturas necessárias para manter todos ali, o que contribuiu para o crescimento da desigualdade, pois aqueles que não achavam emprego acabam indo se abrigar em favelas e cortiços de condições precárias, provocando uma onda de déficit habitacional.
Além disso, o pouco investimento que o Estado faz para tirar essa realidade do país não é suficiente. Segundo a Fundação Getúlio vargas , o déficit habitacional brasileiro é de 5,8 milhões de famílias, um número muito alarmante para uma nação que já realizou programas como o “minha casa, minha vida” em que eram destinadas moradias básicas para quem necessitava. Entretanto, fica claro que mesmo com essa tentaiva de solução, não foi o bastante para abaixar consideravelmente o número de famílias vivendo em condições inadequadas. Com isso, percebe-se que é preciso um grande aumento no compromisso por parte do Governo para resolver esse impasse.
Dessa forma, algumas medidas devem ser tomadas para se conquistar uma sociedade mais justa. É dever do Governo Federal elaborar projetos em parceria com o Ministério das Cidades em que desloque as pessoas de lugares inapropriados para moradia e amplia o programa “minha casa, minha vida”, para poder atender toda a população carente de habitação adequada. Ademais, um maior incentivo para o fim da desigualdade social, como o aumento de empregos e salários para a população.