Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 14/01/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todo indivíduo tem direito à moradia. Porém, grande parte da população brasileira não tem esse privilégio, sendo submetida a morar em zonas precárias. Desse modo, é notável que o processo desenfreado da industrialização e a falta de políticas públicas acabaram acarretando no deficit populacional.
A princípio, é importante destacar que o desenvolvimento econômico gerou um preocupante crescimento populacional nas cidades. Durante a Revolução Industrial, a grande oferta de emprego despertou o interesse da classe trabalhadora que encontrava-se desempregada. Nesse contexto, atualmente, no Brasil, indivíduos deslocam-se do campo para as capitais em busca de oportunidades, mas acabam se deparando com os custos elevados de aluguel desproporcionais à renda mensal. Dessa forma, hoje, brasileiros sofrem com a marcante desigualdade oriunda do século XVIII.
Ademais, vale ressaltar que a negligência dos órgãos governamentais também gera a deficiência habitacional. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o pensamento coletivo é primordial para que haja coerência social no meio de convívio. Todavia, no documentário “Não repara a bagunça” é retratado a realidade de paulistas que vivem nas ruas, nas favelas e em cortiços. Além da falta de saneamento básico, esses moradores não têm disponível os serviços como: unidades de saúde e transportes públicos. Logo, é visível que as leis que regem o direito à residência não estão em total vigor.
Portanto, é fundamental que o Estado tome medidas para amenizar tal problemática. Para que a população tenha clareza sobre o deficit, urge que o poder Legislativo, por meio de ementas governamentais, disponibilize dados estatísticos acerca do número populacional por região e da renda mensal, a fim de diminuir o valor do aluguel, proporcionando casas para todos de forma igualitária. Somente assim, será possível que todo ser humano tenha acesso à moradia, como promulgada pela DUDH.