Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 19/05/2021
No Brasil, o déficit habitacional é uma realidade alarmante. Esses números são baseados no total de famílias em condições de moradia inadequadas. Em 2012, o déficit era de 5.244.525, isso demonstra que vários brasileiros moram em construções precárias e dividem o mesmo cômodo com mais de 3 pessoas. Portanto, a má gestão de recursos públicos e a falta de políticas públicas moldam esse cenário crítico.
A administração ineficiente feita pelo setor público diminui a verba que seria utilizada para atender as especificidades da população que mora em casas inadequadas. Esse aspecto é histórico, pois, é um reflexo da gentrificação, um termo criado no anos 60. Esse processo ocorre quando a classe de renda alta se muda para lugares com a predominância de classes de renda baixa, os valores dos imóveis sobem e os antigos moradores se mudam. Com a boa gestão de recursos públicos a população menos favorecida teria acesso a moradia com mais qualidade, ja que o dinheiro seria investido nisso.
Além disso, a carência de políticas públicas colabora para o déficit habitacional. O artigo 6º da Constituição de 1988 garante o direito à moradia. O governo deve se comprometer com políticas públicas habitacionais. O programa “Casa verde e amarela”, que ajuda pessoas de baixa renda com o financiamento do primeiro imóvel é um exemplo disso. A falta de ações feitas pelos entes públicos impacta nas famílias em condições de moradia inadequadas.
Dessa forma, o déficit habitacional é um problema social e político. Para que isso seja amenizado, o Ministério de Desenvolvimento Regional deve ser responsável por implementar mais programas e transformar as cidades em locais que garantem o artigo 6º da Constituição. A escassez de ação do governo leva a formação de ONGs, como a Habitat Brasil que produz moradias adequadas para famílias.