Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 18/06/2021
Com o advento da globalização, os centros urbanos adquiriram forças e expandiram-se cada vez mais.Todavia, problemas de moradia também foram impulsionados e ganharam maior proporcionalidade nas cidades. Com isso, o déficit habitacional obteve maior destaque em razão de uma globalização errônea e da negligência estatal com as pessoas sem recursos.
Em primeiro lugar, uma globalidade com fins egoísta prejudica os indivíduos mais necessitados. Nesse sentido, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que há uma globalização perversa que não é solidária e prioriza o individual ao invés do público, o que gera uma segregação expansionista entre as classes sociais. Nesse aspecto, o crescimento do déficit habitacional é impulsionado por uma questão perversa que torna os ricos mais ricos e os pobres mais pobres, o que gera consequências negativas somente para um grupo, causando assim a perda de moradias adequadas e aumentando o número de favelas e moradores de ruas. Exemplo dessa globalidade perversa e a segregação de classes são os 5,2 milhões de pessoas morando em locais inadequadas, de acordo O Globo, até o ano de 2019. Assim, é preciso combater essa diferença social para uma globalização ideal.
Em segundo lugar, a negligência estatal com as pessoas sem recursos prejudica o combate ao déficit habitacional. Deste Modo, o desamparo do governo proporciona o impulso de moradores de rua e o aumento das favelas no Brasil, acrescentando mais brasileiros aos 5,8 milhões de pessoas com problemas de moradia, de acordo com a Fundação João Pinheiro. Dessa maneira, a negligência do estado prejudica os grupos mais carentes, o que gera a marginalização e o aumento dos preconceitos com aqueles que buscam uma forma de sobreviver em uma sociedade que não ampara. Exemplo dessa ausência de apoio do governo são os incontáveis números de brasileiros que perderam casas e empregos durante a pandemia, de acordo com o G1, o que exibe a crise social que o Brasil atravessa sem a ajuda política. Logo, é preciso que o Estado intervenha para colaborar na recuperação do meio.
Portanto, o Ministério da Cidadania, em parceria com as Governadores dos Estados, deve realizar ações, como medidas sociais e econômicas que beneficiem a todos, por meio de investimentos no mercado brasileiro, de forma a aumentar os ganhos do país, para que assim haja uma globalização ideal que combata o déficit habitacional e colabora com a sociedade brasileira. Ademais, o Ministério da Cidadania, em parceria com os munícipios, deve realizar ações, como bolsas e auxílios que forneçam suporte a população com problemas habitacionais, por meio de projetos criados pelo governo, de forma a colaborar com os cidadãos com mazelas de moradias, para que assim possa haver o suporte daqueles em necessidade e o combate a crise ocasionada pela pandemia e demais questões.