Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 25/06/2021
O escritor Aluísio de Azevedo, em seu livro O cortiço, já trazia à tona o problema da moradia no Brasil, que retrata a desordem dos cortiços e a situação precária a qual suas personagens eram submetidas. Assim sendo, é notória a presença análoga desse problema nos dias atuais. Dessa maneira, ainda hoje, há pessoas que vivem a margem da sociedade em ambientes perigosos e de difícil acesso. Portanto, são necessários medidas que possam intervir nesse impasse, seja pela ineficiência do governo, seja pela intensa e desacerbada industrialização.
A prióri, é importante destacar que o sistema politico do Brasil, é complexo e muito bem articulado pelos políticos, muitas vezes, mal intencionados. Desse modo, nota-se uma quebra de sequência de investimento e auxílios oferecidos pelo governo anterior, devido à rinchas e desavenças dentro da Câmara Federal. Logo, graças a intensa e disputada alternância no clima político do país, deixando-o instável, é impressíndivel o descaso com a garantia dos direitos do cidadão. Por exemplo, a cidadania que está prevista na constituição federal de 1988, que garante a vida plena, com direito a habitações seguras e de qualidade aos brasileiros.
Em segundo plano, observa-se que a industrialização inglesa, no século XIX, ocorreu de forma desorganizada e em um processo muito rápido, como resultado, pela relação histórica, ainda há resquícios que vigoram nos dias de hoje, relacionado ao setor urbanístico, o qual não tem planejamento ou se que, investimentos necessários para a organização de periferias e favelas. Por conseguinte, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil tem cerca de 11,4 milhões de pessoas vivendo em favelas. Devido ao problema enraizado, atualmente há efeitos negativos incalculáveis como a saúde comprometida, a segurança inexistente dentre outras problemáticas.
Depreende-se, portanto, a essencialidade da colaboração eficaz das redes sociais na politica tendo em vista uma sinergia entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o Ministério da Educação. Para tanto, cabe ao primeiro agente, em conjunto com o Polícia federal a fiscalização excessiva dos tramites políticos sob uma pena grave àqueles que desfazerem projetos que visam a melhoria de vida da população sem motivo sólido. Somado a isso, cabe ao segundo agente – como possível formadora de opinião- o ensino sobre os direitos previstos na Constituição de 1988 via palestras interativas e aulas lúdicas com mestres e doutores em direito, que capacitem uma visão crítica no individuo, com fito de se formar uma sociedade consciente e critica. Assim, será possível superar os impactos nocivos da polarização politica e garantir os direitos de cada cidadão.