Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 25/06/2021
Processos de urbanização e industrialização foram impulsionados pelas “Revoluções Industriais”, iniciadas na Europa, no século XVIII. Com isso, houve pelo êxodo rural a constituição de centros urbanos e, analogamente, das periferias, que repercutem em uma crise de moradia. Essa falta de habitações, presente até a contemporaneidade, no Brasil, traz, aos cidadãos, uma baixa qualidade de vida, devido a ausência do Estado, e depreende-se da falta de oportunidades. Assim, vê-se uma melhor educação como fator de melhoria.
A princípio, é valido salientar que as periferias - locais de grande irregularidade habitacional – são áreas vítimas de um abandono governamental. Nesse sentido, o processo de modernização do Rio de Janeiro, antiga capital do país, durante o século XIX, que visava modernizar a cidade e melhorar o saneamento, inspirado na França, causou expulsão da população pobre para os morros, desse modo, originam-se as favelas. Enfim, tem inviabilizado o acesso a serviços propostos pelo Estado, como saneamento básico e proteção. Então, os cidadãos dessa área, por sofrerem devido a falta do poder público, viverem em abrigos mal estruturados.
Ademais, a ausência de possibilidade que algumas pessoas têm devido, principalmente, à renda, impede que essas adquiram lares padrões. Sob essa ótica, a situação financeira é um impedimento desde o século dezenove, a partir da criação da “lei de terras”, a qual estabelecia que a posse de terras seria adquirida apenas pela compra. Dessa maneira, possibilitou a concentração de terras a aqueles com dinheiro, então, pessoas com baixa renda não têm acesso a moradias convencionais. Contudo, juntamente a especulação imobiliária, a baixa renda é um empecilho.
Portanto, vistas as depreciações que o déficit habitacional promove na sociedade, é notado que esse deve ser reduzido. Para isso, O Estado deve cumprir sua função, garantindo a todos cidadãos uma qualidade de vida digna, por meio do fortalecimento do poder governamental nesses locais de carência, de modo que abranja e garanta os direitos dos moradores, a fim de melhorar a qualidade de vida da população. Paralelamente, as escolas – principal agente na educação formal – devem ampliar sua área de atuação, de modo a beneficiar também na formação financeira, a fim de possibilitar que alunos formados tenham a consciência e melhor situação financeira.