Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 23/06/2021
A Revolução Urbana foi fundamental para a consolidação do modo de vida sedentário e para o surgimento de moradias mais duradouras. Posteriormente, o constante desenvolvimento dos núcleos urbanos agregou maior complexidade às habitações, aumentando o número de problemas relacionados a essas estruturas. No Brasil, o déficit habitacional evidencia o estado de fragilidade em que várias famílias estão envoltas, realidade sustentada tanto pela ausência de condições habitacionais adequadas quanto pelo descaso na administração de obras públicas.
No início do século XIX, a industrialização inglesa fez com que o processo de urbanização ocorresse de modo rápido e desorganizado, estabelecendo uma relação histórica problemática entre o crescimento populacional acelerado e a desestruturação socio-urbana. Em 2014, de acordo com a Fundação João Pinheiro, o Brasil contava com 11,3 milhões de famílias morando em locais com falta de iluminação elétrica, rede de abastecimento de água, coleta de esgoto e recolhimento de resíduos sólidos. Desse modo, observa-se que a situação em que as moradias brasileiras se encontram é de extrema precariedade, acentuando o déficit habitacional e fazendo-se imprescindível a adoção de medidas que combatam essa mácula social.
Em 2017, um levantamento realizado mostrou que cerca de 56% das unidades domiciliares do programa “Minha Casa, Minha Vida” apresentavam alguma falha. Com isso, percebe-se que o descomprometimento com que o andamento de construções e empreendimentos populares é encarado no Brasil colabora para o agravamento de deficiências habitacionais brasileiras.
Em um primeiro momento, é necessário que os governantes locais aliem-se às empresas voltadas para a arquitetura e planejamento urbano, encarregando-as da reestruturação e organização urbanística. Com essa atitude, as cidades brasileiras contarão com bairros planejados e irão dispor de serviços essenciais, como saneamento básico e iluminação.