Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 24/06/2021

Em sua obra “O Cortiço”, Aluísio Azevedo, no século XIX, já trazia à tona o problema da moradia no Brasil, que retrata a desordem dos cortiços e a situação precária a qual suas personagens eram submetidas. No entanto, apesar de ser uma ficção do século retrasado, a realidade apresentada ainda persiste. Dessa forma, nos dias atuais, muitas pessoas vivem à margem da sociedade em ambientes insalubres e de difícil acesso.

A princípio, é válido ressaltar que, com a industrialização e o crescimento populacional a urbanização ocorreu de modo rápido e desorganizado. Assim, pelo grande número de pessoas e por falta de planejamento nas cidades as construções são mal estruturadas e sem condições básicas para moradia. Nessa perspectiva, a população é obrigada a improvisar habitações vivendo em carros, barracas ou casas precárias, podendo chegar na situação de coabitação familiar, ou seja, duas ou mais famílias convivendo juntas em um mesmo ambiente.

Outrossim, é importante salientar o descaso do Governo. Segundo Jean-Jacques Rousseau, “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.” A citação do filósofo explicita a questão do déficit habitacional no Brasil, tendo em vista a negligência de um Governo que assegura direitos e programas assistencialistas que, na prática, não se preocupa na fiscalização das residências.

Depreende-se portanto, que o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, deve implementar projetos de habitações que permitam o acesso igualitário a moradia, que devem ser aplicados com a construção de novos conjuntos de casas, com correta fiscalização. Assim, o desenvolvimento da sociedade poderá deixar de ser apenas uma utopia.