Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 25/06/2021
No Brasil, 82% da população com faixa de renda de até três salários mínimos vivem em moradias inadequadas, sendo a estrutura de suas casas precárias, e muitas vezes sem um saneamento básico efetivo. Infelizmente o preço do aluguel a ser pago para essas moradias não condiz com o salário que a população recebe, o que propicia o déficit habitacional existente em nossa sociedade. O surgimento das favelas, e o maior número de moradores de rua são consequências diretas da desigualdade de moradias, principalmente nas grandes cidades brasileiras.
Devido à falta de dinheiro para pagar um aluguel condizente com a infraestrutura da casa, várias pessoas optam pelos morros para construírem suas moradias. O problema é que muitas vezes a estrutura básica dessas construções não seguem um padrão adequado de segurança e salubridade, o que coloca em risco a vida e saúde das famílias que moram no local.
A desigualdade social é um fator que deve ser levado em consideração, pois as pessoas que vivem em moradias precárias, ou nem mesmo possuem moradias, muitas vezes vivem abaixo da linha da pobreza. A falta de estabilidade financeira e de capacitação técnica no mercado de trabalho acaba por criar uma lacuna entre indivíduos de diferentes classes sociais. O pouco incentivo governamental em democratizar as oportunidades de estudo em escolas brasileiras também acentua o processo de déficit habitacional.
Sendo assim, para uma melhor acessibilidade de moradias, é dever do Estado garantir os direitos básicos dos civis previstos na lei. Programas como Minha Casa Minha Vida ajudam a democratizar o acesso à casa, e garantem uma diminuição do déficit habitacional brasileiro. Também é dever do Estado fiscalizar os preços dos alugueis cobrados nas grandes cidades, pois essa ação previne que golpes fiscais aconteçam, e afirmam que o aluguel cobrado por uma casa seja honesto com sua estrutura e atual situação.