Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 25/06/2021

Deficit habitacional no Brasil

No início do século XIX, a industrialização inglesa fez com que o processo de urbanização ocorresse de modo rápido e desorganizado, estabelecendo-se uma relação histórica problemática entre o crescimento populacional acelerado e a desestruturação socio-urbana. Em 2014, de acordo com a Fundação João Pinheiro, o Brasil contava com 11,3 milhões de famílias morando em locais com falta de iluminação elétrica, rede de abastecimento de água, coleta de esgoto e recolhimento de resíduos sólidos, acordando com a dinâmica histórica do globo.

Desse modo, observa-se que a situação em que as moradias brasileiras se encontram é de extrema precariedade, acentuando o déficit habitacional e fazendo-se imprescindível a adoção de medidas que combatam essa mácula social. De acordo com Emile Durkheim, renomado sociologo positivista, a sociedade contemporânea comporta-se como um grande organismo, procurando manter a coesão e harmonia através da realização eficiente de cada atividade.

No entanto, o descaso administrativo com que a edificação de obras de caráter público são tratadas no território nacional desacorda com o pensamento do intelectual. Em 2017, um levantamento realizado pelo Ministério da Transparência mostrou que cerca de 56% das unidades domiciliares do programa “Minha Casa, Minha Vida” apresentavam alguma falha. Com isso, percebe-se que o descomprometimento com que o andamento de construções e empreendimentos populares é encarado no Brasil colabora para o agravamento de deficiências habitacionais brasileiras.

Depreende-se, portanto, que a insuficiência domiciliar é uma complicação enfrentada pelo Brasil contemporâneo, precisando-se de medidas que a solucionem de maneira eficaz. Em um primeiro momento, é necessário que os governantes locais, como prefeitos e vereadores, aliem-se às empresas voltadas para a arquitetura e planejamento urbano, encarregando arquitetos da elaboração de projetos de reestruturação e organização urbanística.

Com essa atitude, as cidades brasileiras e seus habitantes contarão com bairros planejados e irão dispor de serviços essenciais, como escoamento de esgoto, saneamento básico e iluminação. Ademais, é necessário que o Governo Federal contrate construtoras com boas avaliações e alto índice de satisfação dos clientes atendidos, incumbindo-as da edificação de programas habitacionais e requerindo constante averiguação das obras por engenheiros e arquitetos. Assim, os empreendimentos habitacionais populares contarão com boa estrutura e qualidade, promovendo moradias dignas para milhares de brasileiros.