Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Durante a década de 1950, o governo JK implementou um plano de governo conhecido como Desenvolvimentismo, o qual consistia em atrair grandes montadoras para o país e investir na construção de rodovias. Nesse sentido, o Estado brasileiro tem, desde então, estimulado o rodoviarismo em detrimento de outros modais de transporte, resultando em uma crescente crise de mobilidade no tecido urbano nacional. Assim, pode-se dizer que essa problemática é agravada pela estrutura urbana das cidades e por uma ineficiente rede de transportes públicos.
Em primeira análise, é importante entender que os problemas de mobilidade urbana no país tem íntima relação com a forma que as cidades brasileiras se organizam. Por essa lógica, a rápida urbanização atrelada à falta de planejamento criou um espaço desigual, concentrando serviços essenciais e oportunidades nas regiões centrais, enquanto que a grande massa trabalhadora vive em regiões distantes do centro. Nesse cenário, o fluxo pendular das cidades se torna intenso, agravando o trânsito e a capacidade de mobilidade urbana.
Além disso, a falta de uma rede de transporte público eficiente agrava ainda mais os problemas de mobilidade. Nesse cenário, a baixa qualidade desse serviço associados ao seu alto custo faz com que, aqueles que podem, optem por usar carros particulares, agravando ainda mais o trânsito nas grandes cidades. Assim, trajetos de curtas distâncias são percorridos em um longo período de tempo resultando em uma perda de qualidade de vida dos cidadãos, que perdem grande parte do dia no trânsito, além de serem expostos por longos períodos a poluentes liberados pelos automóveis a combustão.
Portanto, evidencia-se a necessidade de mudanças em busca de mitigar essa persistente problema urbano. Para isso, as Secretarias de Transporte e Mobilidade Urbana junto ao DETRAN devem ampliar as faixas exclusivas de ônibus e também as linhas ofertadas. Essa medida deve ser tomada seguindo um estudo urbanístico para que se oferte o serviço seguido o principio da equidade, ou seja, investindo mais nas regiões que mais sofrem entraves no fluxo de pessoas em decorrência de um transporte público ineficiente. Ademais, essa medida tem como finalidade tornar a cidade mais acessível àqueles que vivem distante dos centros que acumulam serviços e oportunidades.