Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 16/08/2021
A teoria contratualista de John Locke afirma que o Estado tem o dever de garantir aos indivíduos os seus direitos básicos. Entretanto, fica em evidência que há um deficit habitacional no Brasil, ou seja, parte da população é excluída de seus direitos de moradia, que é causada pela especulação imbiliária e pela desigualdade socioeconômica no país.
Primeiramente, é preciso analisar o aumento dos preços dos imóveis. Dessa forma, devido a cotação que a área urbana recebe, faz com que haja a exclusão de parte das pessoas de conseguir comprar ou alugar tais locais devido ao exagero nos valores. Prova disso é o fato da favelização, em que dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que cerca de 5 milhões de domicílios já se encontram em áreas suburbanas. Portanto, fica claro o fator negativo do caso.
Além disso, a forte desigualdade econômica no país é um fator. Desse modo, grande parte da população não tem acesso ao dinheiro necessário para obtenção ou aluguel de imóveis, ao mesmo tempo que uma pequena parcela detém várias moradias, o que as concentra. Isso é comprovado com dados do índice de Gini, avaliador da desigualdade, que mostra o valor de 0.5, o que torna o Brasil um dos 10 países mais desiguais do mundo. Por isso, fica evidente que há discrepância de acesso entre pessoas no país.
Em síntese, há necessidade de alteração de cenário. Logo, o Ministério da Cidadania deve trabalhar para oferecer projetos que contruam casas ou consiga moradias para todos os cidadãos, por meio de verbas destinadas para o fato e de modo que todos que não possuam formas de obtenção de moradia possam usar, para que se diminua o fato de não haver residências suficientes e a desigualdade entre o povo. Outrossim, o Ministério da Economia deve trabalhar para combater a especulação, por meio de fiscalizações em áreas com alto valor agregado, com o fim de se fazer bom uso de locais e redistribuí-los. Com isso, no longo prazo, a falta de moradias e as discrepâncias econômicas serão combatidas.