Deficit habitacional no Brasil

Enviada em 05/02/2022

Coabitação, residências precárias em locais de alto risco, aluguéis com preços baixos por experiências ainda mais “baixas”. Em 2008, essa era a realidade de 5,8 milhões de pessoas, e em 2021, os dados não são mais os mesmos, mas sim, piores. O aumento da inflação e o desemprego causados durante a crise pandêmica do Coronavírus foram os principais fatores para o aumento das estatísticas, pois a única solução para a sobrevivência de milhares de famílias brasileiras, é a economia. Recursos básicos como saúde, educação, lazer e alimento viram acessos limitado e muitas vezes inexistente entre essas famílias, pois cerca de 30% do salário é destinado ao aluguel. Logo, construir casas em favelas e morros é uma alternativa recorrente, devido aos preços tentadores e á proximidade aos principais centros urbanos e ofertas de emprego. Tais regiões, contudo, também oferecem altos fatores de risco de deslizamento, assim como a exposição a violência, criminalidade, vícios e prostituição, estes que não somente atingem os adultos, mas o futuro dos mais novos, pois são eles, reflexos do meio em que crescem. Apesar de seus motivos distintos, a crise de 2008 e a crise de 2021 tem um grande fator em comum, ambas atingiram sobretudo, a população de baixa renda. É evidente, em especial durante tais períodos históricos, a desigualdade social que se alastra pelo país. Faz-se necessário o cumprimento do Artigo Constitucional “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.”, por políticas públicas mais igualitárias  que assegurem os direitos básicos individuais. A criação de programas de moradia pelo governo para famílias de baixa renda aliada á construções sustentáveis com o intuito de baratear custos fixos, como consumos de água e de energia através do uso de materiais renováveis ​​e recicláveis, é essencial não somente para reduzir o déficit habitacional, mas também para aliar a luta de classe ao movimento sustentável, e somente assim, permitir que os jovens desta realidade, sejam reflexos do meio.