Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 28/09/2022
Trata-se de uma condição contra os direitos humanos, em detrimento da falta de conduta do Estado em suprir qualitativamente o mínimo para um cidadão viver de forma digna, com leis e políticas que só funcionam na teoria, na prática aproximadamente 5,8 milhões de famílias vivem em situação de déficit habitacional, segundo Canal My News Brasil, dados de 2022.
O déficit habitacional se caracteriza pela falta de recursos financeiros de uma família se manter em uma condição de moradia estável, acesso a serviços, bens públicos e infraestrutura, moradia a custo acessível a sua renda e localização adequada onde exista médicos e hospitais, saneamento básico, escolas, creches e transporte. Contudo, é um problema social pouco visado, devido as pessoas envolvidas serem consideradas pela sociologia “invisíveis socias”, mais o fato de comumente associarem qualidade de vida a merecimento.
Esse tipo de problema social enfatiza a discrepância das classes sociais no Brasil. Logo, é nítido o descaso das autoridades responsáveis que infelizmente transparecem ter uma “crise de consciência” apenas em época eleitoral. Além disso, é imprescindível ressaltar que em consequência esse problema pode gerar outros problemas sociais como, aumento da criminalidade devido a falta de acesso a saúde e educação ou proliferação de doenças como dengue e Chikungunya devido a falta de saneamento básico no local.
Analisado o déficit habitacional, a amplitude do problema se estende no meio social, como exclusão social, desemprego, violência e a formação de comunidades em lugares irregulares como loteamento clandestino, favelas, cortiços e ocupações em espaços públicos, o que neste caso se caracteriza a marginalização das pessoas nesta situação.
Por fim, o problema apresentado caracteriza a estrutura social classicista no Brasil, do pobre que mal tem um salário adequado para sobreviver, sujeitando-se à marginalização e à violência e do Estado que tira a dignidade das pessoas por não levar em consideração as diversidades sociais, geográficas, econômicas e afins de cada região para criar políticas públicas que se adequem e funcionem.