Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 16/10/2023
Em meados do século XX o escritor Stefan Zweing escreveu sua obra “Brasil, um país do futuro”, que logo tornou-se uma espécie de lema para nação verde — amarela. No entanto, observa-se o déficit habitacional no território brasileiro. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentro os quais destacam-se o descaso midiático e a negligência governamental.
Em primeiro lugar, o silenciamento das mídias prejudica na disseminação de informações acerca da problemática do déficit habitacional no Brasil. Nessa análise, de acordo com o professor Afonso Albuquerque, a mídia brasileira é considera o quarto poder e deve ser vista de maneira conceitual, uma vez que ela gera grandes influências na sociedade. Dessa maneira, as redes de informações devem aproveitar seu poder de influência para alterar e debater sobre os direitos necessários e básicos para a população e garantir que essa problemática receba seu reconhecimento e alcance na mídia.
Ademais, constata-se o desserviço estatal como uma das causas. Nesse contexto, para Baumman, algumas instituições atuam como “Zumbis”, pois perderam sua função social. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que a insuficiência legislativa é evidente. Contudo, se por um lado Vargas encerrou a república do café com leite, por outro lado políticos ainda governam para a elite. Segundo notícias da R7, um percentual de 0,82% das famílias brasileiras se encontra em condições de moradias inadequadas e com a faixa de renda de até três salários mínimos, em 2008. Logo, tal realidade deve ser alterada, perante aos direitos exercidos na Carta Magna, com base no artigo 6° da constituição.
Portanto, cabe ao Governo Federal, cuja função é manter a harmonia social, e a mídia desenvolver campanhas e propagandas, de modo a direcionar a população sobre a necessidade de lutar por seus diretos e melhorias nas políticas públicas. Como efeito, da superação do legado histórico e do descaso governamental que afetam negativamente essa parcela mais pobre da população. Somente assim, será possível a construção de um Brasil do futuro, perante a obra de Stefan Zweig.