Deficit habitacional no Brasil
Enviada em 29/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas More - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. No entanto, tal obra fictícia se mostra distante da realidade contemporânea no tocante ao problema do deficit habitacional no Brasil, que coloca em questão o bem-estar social. Nesse sentido, há de se desconstruir não só a desigualdade social, mas também a especulação imobiliária que favorecem o quadro vigente.
Priomordialmente, convém ressaltar que a disparidade econômica e social é um potencializador do imbróglio. A respeito disso, a formação do Brasil foi marcada por uma colônia de exploração que promoveu o trabalho compulsório de de negros e nativos. Nesse contexto, tal panorama marginalizou esses grupos e favoreceu a desigualdade que ainda persiste. Assim, detentores de baixo poder aquisitivo, encontram dificuldade em comprar uma habitação e se submetem às favelas e periferias de condição precária.
Outrossim, a especulação imobiliária é outro complexo dificultador. Nesse contexto, conforme o filósofo Karl Marx, o capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores. Nesse viés, o sistema atual, tendo a economia como base, procura maximizar lucros, mesmo que de forma inconsequente, o que recai sobre outros segmentos. Assim, visando a futura valorização imobiliária, os indivíduos acumulam imóveis sem utilizá-los. Desse modo, habitações ficam concentradas nas mãos de um pequeno grupo e dificulta o acesso da maioria.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas, a fim de amenizar a adversidade. Para tanto, é papel do Governo Federal diminuir os efeitos negativos da especulação imobiliária, como o aumento dos aluguéis. Isso deve ser feito mediante parcerias com as empresas de imóveis, a fim de diminuir o valor cobrado para arrendar apartamentos. Espera-se com isso que haja maior facilidade no acesso a moradias e redução dos efeitos da desigualdade persistente.