Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental
Enviada em 15/05/2023
A animação “Wall-e” mostra de forma lúdica o futuro da Terra após o uso desenfreado dos recursos naturais e do desenvolvimento industrial sem preocupação com a preservação das florestas, no qual o planeta é tomado pelo excesso de lixo. Essa conjuntura, não é distante da realidade do Brasil, onde a lenta mudança da mentalidade social somada à negligência estatal, configuram-se como agravantes dos desafios da indústria da moda para reduzir os impactos ambientais. Sendo assim, medidas são necessárias para atenuar a problemática.
Sob essa análise, é fulcral mencionar que perdura na população brasileira, o pensamento de que roupas feitas por materiais reciclados são de baixa qualidade, findando por não comprá-las. Tendo isso em vista, examina-se a quebra da teoria levantada por Durkheim de que as instituições de ensino são responsáveis por inserir o indivíduo socialmente e criar uma consciência social. Desse modo, uma reorganização estrutural dessa instituição é importante, pois tal falha agrava o problema do consumismo e do uso sem moderação das riquezas terrestres.
Em segunda instância, cabe ressaltar que o Governo carece de criar maneiras de proteções eficientes para as áreas que são exploradas de forma desmoderada para a produção de produtos da moda. Nesse contexto, observa-se a ruptura da ideia apontada por Thomas Hobbes de que o Estado é encarregado de garantir o bem-estar social, visto que essa instituição se mostra apática diante da exploração exagerada . Logo, uma mudança de mentalidade é essencial para que a atribuição de aplicador dos preceitos constituicionais pela nação seja feita eficientemente.
Depreende-se, portanto, que recursos são imprescindíveis para mitigar o problema dos impactos ambientais causados pela indústria da moda. Para isso, o Ministério da educação - como regulador das escolas no país - deve promover debates sobre o assunto, por meio da contratação de profissionais da áreas para agregar conhecimento e descontruir o conceito de que produtos feitos com reciclagem e materiais renováveis possuem a mesma qualidade que os outros. Ademais, o Governo, como mediador da lei, precisa demarcar mais áreas de proteção ambiental, através de parcerias com ONGs. Assim, garantir-se-á um presente e um futuro diferente do vivido em “Wall-e”.