Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 24/05/2023

Fast fashions e as consquências de alimentar esse sistema

Muito tem se discutido, recentemente, acerca da indústria da moda e de seus impactos no meio ambiente. Podemos citar as famosas “fast fashion”, como por exemplo as lojas vituais, Shein, Cider e entre outras marcas. Essas por sua vez tem um modelo de trabalho análogo ao escravismo e principalmente emitem muitos gases poluentes pois a roupa é de baixa qualidade, ou seja, usa produtos de matéria sintética.

Para começar podemos analisar que poucas roupas dessas fast fashion possuem artigos de matéria prima pura, como por exemplo o algodão. Muitas das vezes estes utilizam produtos químicos e sintéticos que são demasiadamente poluentes. Para contextualizar melhor podemos evidenciar que as fast fashion emitem 10% de gás carbono na atmosfera e além disso essas produzem altíssimas quantidades de lixo nos aterros sanitários. Logo, se pensarmos que se uma leva de mil roupas apresentarem defeito, essas mil levas irão ser destinadas ao lixo, já que as fast fashion imitam o processo fordista, produção em massa e com tempo cronometrado.

Além disso, podemos perceber outro fator muito relevante, as promoções relâmpago que estas marcas que usam o modelo fast fashion utilizam, essas por sua vez fazem promoções com preços baixíssimos, como se fosse uma queima de estoque. Por conseguinte, estas sempre lançam um novo estilo de se vestir para que você consumidor compre cada vez mais peças, pois quando lançada uma nova moda, a outra fica obsoleta ou até mesmo cafona. Ocasionando assim mais lixo de vestimentas e mais queima de dióxido de carbono.

Logo, fica claro que uma forma de driblarmos esse sistema é começar a comprar em brechós pois pessoas reutilizam roupas que outras usaram, gerando assim um mercado sustentável e inteligente. Sem emissões de mais gases e gerando também menos acúmulo de lixo de vestimentas.