Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 06/06/2023

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. A frase dita por Oscar Wilde, escritor, poeta e dramaturgo britânico, trás à reflexão sobre como a adversidade de um povo pode mudar ideologias conservadoras e segregadoras. No mundo, é perceptível o estigma em relação à dificuldade da indústria da moda para reduzir os impactos ambientais. Tal óbice advém tanto pelo impulso da Revolução Industrial, quanto ao fato de a tecnologia ser pouco explorada para a produção de materiais menos poluentes.

Primeiramente, é indispensável citar que a Revolução Industrial começou na Inglaterra com o objetivo de otimizar o trabalho relacionado à produção têxtil e que desde então a disseminação de dióxido de carbono aumentou em 50%, segundo cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Americana. Além disso, de acordo com um levantamento publicado pela ONG ‘Global Fashion Agenda’, a indústria da moda é a segunda maior poluente, perdendo apenas para a petrolífera.

Em paralelo à situação, é também importante colocar em pauta o debate sobre a inexploração da tecnologia exacerbada no século XXI, visto que mesmo possuindo um grande avanço na área digital, a maior parte dos países do mundo utiliza de 5,2 mil litros para produzir uma única calça jeans, o que seria equivalente ao consumo diário de água de quarenta e sete pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas. Além disso, uma pesquisa postada no jornal USP aponta que não só o consumo de água mas também os produtos químicos usados para o tingimento causam danos dificilmente reversíveis à natureza.

Logo, medidas operantes devem ser urgentemente utilizadas a fim de solucionar o problema relacionado à poluição produzida pelo ramo da moda. Para que isso aconteça, é necessário que a ONU acione os órgãos responsáveis pela tecnologia de cada país, na busca de métodos menos poluentes e que façam um material semelhante ao que a sociedade está acostumada. Além disso, a Organização Mundial da Saúde deve fiscalizar os métodos criados para que possam ser posteriormente aplicados. Assim, a indústria fashion não trará altos índices de poluição.