Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental
Enviada em 07/06/2023
No filme “O Diabo Veste Prada”, a protagonista Andrea desbrava o mundo da alta costura, descobrindo seu glamur ao mesmo tempo que adapta-se ao desafio que é lidar com a pressão desse meio. O que o filme não mostra, entretanto, é que esse universo, além de exacerbadamente intimidador, é um tanto poluente e antiecológico. Trazendo a questão para o contexto nacional, percebe-se que na indústira da moda existem diversos desafios para a redução desses impactos ambientais. Primordialmente causados pelo modo de produção e uma cultura consumista por parte da nação tupiniquim.
Nessa linha de raciocínio, é constato pela Organização das Nações Unidas (ONU) que para fabricar uma calça jeans são necessários aproximadamente cinco mil litros d’água, se for adicionado o recurso hídrico destinado a, por exemplo, plantações de algodão, esse número fica ainda mais assustador. Além disso, a indústria têxtil foi responsável por noventa e dois milhões de toneladas de resíduos só na última década. Outro fator importante é que os materiais em questão, tal como o poliéster, levam quase um século para completar sua decomposição.
Em paralelo a isso, no atual momento econômico do Brasil, o país classifica-se como uma nação periférica. Isso significa que o poder de compra da população, apesar de baixo, começa a se estabilizar nessa época. Dessa maneira, é comum que o povo recorra à compra sem consciência como recurso de afirmação social, isso ligado a campanha de marketing para o consumo de peças de roupa, em específico, alimenta uma demanda provocadora de uma produção maior e consequentemente um impacto também maior.
Em síntese, para o “diabo usuário de Prada brasileiro” vestir seu manto sem degradar o meio ambiente, é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, juntamente com o Ministério da Economia, a promoção de um ajuste legislativo quanto ao limite de produção de peças visando a diminuição da produção de resíduos e uso descabido de recursos naturais. Também, é necessário que campanhas de conscientização popular sobre educação financeira sejam distribuidas ao povo, em prol não somente da estabilização do consumo, mas do desenvolvimento econômico.