Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental
Enviada em 20/06/2023
No século XVIII, o Palácio de Verssailes se banhava de luxúria e moda. Além disso, era reflexo e inspiração para a nobreza da época e todos almejavam seguir os padrões da realeza. Dessa forma, a moda europeia começou a ganhar grande destaque e uma nova forma de revolução cultural se instalou sob a Europa. De forma cíclica, hoje se vê os mesmos padrões culturais sendo refletidos na sociedade. Assim, se pessoas famosas, por exemplo, adquirirem certo estilo, todos vão querer replicá-lo e a industria da moda tende a acatar tais urgências. Entretanto, a mesma, esquece de reverter os impactos que este efeito causa ao meio ambiente.
Segundo a fundação Ellen MacArthur, 2625Kg de roupa são queimados ou enviados para aterros a cada segundo, que se calculados para um ano, esses 2625kg viram quase 83 bilhões de roupas. Tendo isso em vista, é notória como a busca incesante por lucro põe em risco a saúde do meio ambiente. Haja vista que, se estes 83 bilhões de roupas forem queimadas durante todo o ano, a emissão de gás carbônico e metâno vão estimular e piorar a situação do efeito estufa no planeta, como exemplo.
Vale destacar ainda, a existência empresas que utilizem de meios de produção sustentáveis, lancem linhas eco nas quais as roupas foram recicladas. Contudo, estas peças não fazem real diferença no impacto que aquela indústria causa no planeta, como afirma a influenciadora, Nataly Neri. Ou seja, os empresários maquiam a ideia de produção sustentável, mas não reduzem de fato seus impactos, muito pelo contrário, aumentam e solidificam a busca frequente de lucro.
Dessarte, é de suma importância que a moda do “Upcycling” seja estimulada pelo Ministério do Meio Ambiente, atrelado aos meios de comunicação e influenciadores como a Nataly Neri, com a criação de propagandas, programas que expliquem os impactos do alto consumo da moda e suas influências, dicas de como reciclar as próprias roupas, sem falar no estimulo ao consumo e doações de roupas de brechó e bazares. Com isso, a população será estimulada a readaptar-se a moda de forma sustentável e estimulada a criar novas formas de se expressar em prol da saúde ambiental do planeta.