Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 21/06/2023

Não é novidade que o meio ambiente venha sofrendo consequências por causa da ganância lucrativa capitalista, porém é mais triste ainda saber que a indústria da moda é uma das principais responsáveis pelo impacto ambiental, visto a falta de propostas e desafios para combater a vareza humana que produz, consome e desperdiça toneladas de tecidos vindos da indústria têxtil. Dessa forma, compreende-se o motivo do consumismo “fashion” ser tão tóxico.

Em primeira análise, cabe relatar que enquanto um tecido de algodão leva, em média, dois anos para se decompor, o tecido de poliéster leva duzentos, não escapando nem o elastano sintético que é derivado de petróleo. Logo, é alarmante que seja tão pouco discutido pela sociedade os impactos ambientais ocasionados pela indústria da moda, como mostra o jornal da BBC, que revela um gasto de 20% de água potável para tal setor, sendo o terceiro maior responsável pelo aquecimento global, o que é inadmissível.

Seguindo a mesma pauta, cabe ainda dizer que o Deserto do Atacama, no Chile, tem se tornado o núcleo central de descarte desses tecidos, pertencendo, a maior parte, aos Estados Unidos e a União Européia. Entretanto, não há políticas, taxas, ou mesmo medidas efetivas que enfrentem o desafio de reduzir o impacto ambiental gerado pela indústria da moda, sobrando espaço, apenas, para o lucro excessivo e o fomento da cultura consumista.

Em suma, é notório a existência da problemática dos impactos ambientais ocasionados pela indústria da moda, e que há desafios enormes para reduzir tais questões. Assim sendo, é necessário que a ONU (Organização das Nações Unidas), promova uma reunião geral com todos os membros, especialmente as nações mais desenvolvidas, por serem as que mais descartam tecidos, visando a criação de multas por toneladas de despojo, afim de incentivá-los a criar políticas de reúso e descarte adequado aos tecidos. Acrescentando no que tange ao Brasil, deve haver um incentivo cultural, coletivo e consciente, fomentado pelo Ministério do Meio Ambiente, para atuar com as mídias e as escolas, respaldando o uso da roupa de forma mais duradoura e sustentável, sensibilizando, assim, as futuras gerações a lutarem por um mundo mais ecológico e minimalista.