Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 28/07/2023

De acordo com a teoria “Modernidade Líquida” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a atual sociedade está marcada por relações líquidas, ou seja, que mudam frequentemente. Tal característica trouxe grandes consequências ambientais através da indústria da moda, pois passa-se a comprar vestuários não mais por necessidade, mas pelo prazer em ter algo novo. Assim, há dificuldades na diminuição desses impactos, não só pela lógica capitalista mas também pela falta de leis.

Em primeiro plano, vale ressaltar o conceito do “Fetichismo” criado pelo filósofo Karl Marx, que afirmava que o capitalismo induzia as pessoas a enxergarem os produtos como itens extraordinários e com capacidade de engrandecer aqueles que os possuem. Dessa forma, os consumidores são impelidos a comprarem cada vez mais, entretanto, esse excesso de produção começou a gerar impactos ambientais, pois a grande produção dificulta e inibe o reuso e o descarte, que são fundamentais para a contenção do problema.

Outrossim, o sociólogo francês Pierre Bourdieu afirmava que as elites, dotadas de capital financeiro e político, conseguiam ascender às maiores estruturas de poder da sociedade e, uma vez dentro dessas esferas, elas apenas perperuavam seus próprios interesses. Com isso, criou-se um Estado que não possui leis rigorosas nem fiscalização para com as empresas do setor de vestimentas, o que apenas agrava mais o problema.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas. O Ministério da Educação deve alterar o atual currículo escolar, incorporando palestras sobre a conscientização do consumo excessivo de roupas e os impactos ambientais gerados. Isso fará com que as crianças desenvolvam senso crítico antes de participarem efetivamente da economia. Além disso, o Congresso Nacional também deve criar leis que imponham limites à poluição gerada pelo setor de vestuário. A partir disso, será possível diminuir os efeitos do consumo em massa da sociedade líquida.