Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 15/10/2023

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o acesso ao meio ambiente sustentável e equilibrado. No entanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o impacto ambiental - causado pela indústria da moda - é uma realidade. Esse cenário ocorre não só em razão da excessiva valorização consumista, mas também devido à negligência aos cuidados ambientais. Logo, faz-se imperiosa análise dessa conjuntura, para consolidar os direitos constitucionais.

De início, é válido destacar que o American Way Of Life - propaganda que visava enaltecer o estilo de vida norte-americano - criou a necessidade de consumir produtos capitalistas. Hodiernamente, a herança desse panorama amplia-se na sociedade brasileira, uma vez que o acesso aos bens materiais, como roupas e acessórios, de forma consciente e sustentável, encontra-se pouco ampliado. Esse quadro acontece porque a maioria das indústrias da moda, interessa-se apenas pela obtenção de lucros e pelo aumento do mercado consumidor, negligenciando estimular alternativas sustentáveis. Evidencia-se, portanto, que o consumismo exacerbado relaciona-se com o incentivo dessa prática por parte das empresas.

Ademais, de acordo com os poetas da primeira fase do Romantismo brasileiro - movimento artístico que exaltou a natureza do Brasil - o meio ambiente era valorizado e visto como símbolo da identidade do país. Nesse viés, os excessivos impactos ambientais, os quais destroem biomas e paisagens naturais, manifestam o fim dessa ideologia e o descaso ambiental, que se relaciona com a indústria do moda quando a mesma não se utiliza de recursos renováveis e recicláveis na fabricação de tecidos e bijuterias. Desse modo, a óptica romancista atesta a mudança do cenário nacional, que fere os princípios constitucionais.

Verifica-se, então, a necessidade de reduzir os impactos ambientais. Para isso, o Governo Federal, por intermédio de fiscalizações e palestras em indústria de moda, deve exigir a introdução de políticas sustentáveis de consumo, a fim de diminuir a influência do consumismo. Além disso, precisa-se que a fabricação de roupas e acessórios, em empresas, ocorra de forma sustentável, mediante reflorestamento e uso de recursos renováveis, objetivando atenuar o lixo e o desmatamento. Assim, o elemento da Magna Carta supracitado será efetivado.