Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 23/05/2024

Segundo a bióloga marinha, Rachel Carson, “o homem é parte da natureza e a sua guerra contra a natureza é, inevitavelmente, uma guerra contra si mesmo”, sendo possível assim analisar que uma das batalhas que compõe este conflito é o impacto da indústria da moda no meio ambiente. A partir disso, a humanidade retrata esse cenário ao extrair grande quantidade de recursos naturais não renováveis e consumir excessivamente roupas derivadas da produção rápida e de procedência dubitável.

É de conhecimento geral que para produzir as peças de roupas, é necessária a extração de recursos naturais que costumam ser não renováveis. Atualmente, muitos casos em relação ao consumo desses materiais têm sido expostos, como por exemplo as roupas de algodão. Tais peças podem inicialmente parecer ecologicamente corretas do que as feitas de materiais sintéticos e tendem a durar mais, porém a plantação de algodão consome 16% dos inseticidas na agricultura, ameaçando a saúde dos agricultores e contaminando a água, provando não ser uma ação considerada sustentável.

Ademais, com o passar dos anos e o surgimento de novas modernidades, foi criado o “fast fashion”, termo utilizado para nomear a produção em massa e barata, a qual sua procedência em maioria é desconhecida pelos consumidores. Conforme diz a eCycle, as peças desse meio de produção são utilizadas menos de cinco vezes, gerando 400% mais emissões de carbono do que peças comuns. Dessa forma, esses fatores causam um impacto negativo no quesito ambiental, acarretando ao aumento de lixo e alterações climáticas.

Em busca de reduzir tais desafios que propiciam o prejuízo na natureza, é essencial que o Poder Legislativo aplique medidas de caráter punitivo para os que extrapolarem na extração de recursos naturais. Isso seria efetivado por meio da criação de uma legislação específica, que seria divulgada por meios de comunicação, juntamente de campanhas que acentuem o efeito do “fast fahion” para o meio ambiente. Essa proposta tem por finalidade evitar que a indústria da moda continue sendo um agravante da degradação ambiental, provando assim que ainda é factível contrariar o pensamento de Rachel Carson.