Desafios da indústria da moda para reduzir o impacto ambiental

Enviada em 24/05/2024

Impacto ambiental da fast fashion

A indústria da moda, atualmente, é um dos setores industriais mais importantes para a humanidade. Todos usam roupas, de preferência aquelas que agradam aos olhos e que são definidas como fashion, por isso uma parcela do mercado tão grande pertence a esse serviço. De forma proporcional à sua grandeza e importância há o impacto ambiental causado, que alcança um desperdício de 2.625 kg de roupas por segundo. Esses despejos exagerados, podem preencher a Baía de Sydney todo ano.

De acordo com a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) mais de 1 bilhão de toneladas de CO2 foram liberadas em 2015 e 93 bilhões de metros cúbicos de água são gastos por ano pela indústria do vestuário. Isso tudo causado por aquilo que conhecemos como fast fashion, que é um modo de produção da moda que estimula uma rápida mudança no mercado de vestimentas e um consumo cada vez maior, preocupando o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). O programa prevê que 25% da emissão de carbono do planeta virá a ser responsável pela indústria da moda, até 2050.

Contrastando com a cultura da moda rápida vem surgindo a Eco fashion, que consiste em reciclar materiais e reduzir o impacto ambiental na produção de roupas, tanto no início de sua produção, quanto no final de sua vida útil prolongada. Essa alternativa convida o usuário a olhar com atenção para as etiquetas para que conheçam como e por quem o produto foi feito, assim sempre tomarão a melhor decisão na hora de escolher uma nova peça para seu armário.

Para que a cada ano o impacto ambiental da indústria têxtil seja menor, o governo brasileiro, e de outros países, deverá criar critérios e restrições, para todos que confeccionam roupas, mais amigáveis ao meio ambiente. Alinhando toda a indústria da moda com os conceitos da moda sustentável as expectativas de emissão de carbono e desperdício de água desse setor podem diminuir drasticamente.